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Raça Angus destaca-se como uma das raças que mais cresceu em 2009
Editado em quarta-feira, 26 maio 2010 10:46
Publicado por Aline Campos - Ideale Assessoria em Comunicação
quarta-feira, 26 maio 2010 10:38

Originária do Nordeste da Escócia, a raça bovina Angus, chegou à América do Sul, concentrando-se na Argentina e no Uruguai. No Brasil, por uma questão de proximidade, a raça surgiu no Estado do Rio Grande do Sul, há mais de cem anos. Hoje, o RS ainda é o Estado de maior criação de Angus no país.

A raça Angus é caracterizada por ser mocho e ter dois tipos de pelagem: a preta e a vermelha, denominada Aberdeen Angus e Red Angus, respectivamente. Destinada à produção de carne de qualidade superior, suas principais características são: fertilidade, precocidade e habilidade materna.

De acordo com o criador da raça na região, responsável pela Agropecuária HR, Luis Fernando Campana Rodrigues, o Angus é hoje, uma das raças que se destacam na precocidade de reprodução. “Uma fêmea Angus começa seu ciclo reprodutivo antes dos dois anos de idade, entre os 14 e 17 meses. Sua habilidade materna é excelente, por isso é uma das raças mais utilizadas para a barriga de aluguel”, explica.

Outra grande característica é a carne, que se diferencia das demais. Essa diferença deve-se ao marmoreio da carne, fator que classifica a maciez da carne. Este marmoreio consiste na capacidade que a raça tem de introduzir a gordura no meio da carne, muito parecido com o caso do cupim.

O angus hoje é a segunda maior raça que tem índice alto de marmoreio, só perdendo para uma raça japonesa, chamada Wagyu, que é difundida no Brasil.

Atualmente, apenas os grandes centros brasileiros comercializam a carne angus, mas o maior percentual da ainda vai para fora do país.

Por ser uma raça com inúmeras vantagens, o animal angus é muito visado para o cruzamento com raças zebu. Segundo Rodrigues, quando consorciado junto à raça zebu, o animal traz o que há de melhor tanto na produção de carne quanto no custo benefício. “Um animal provido deste cruzamento é um dos produtos de mais procura no mercado”, afirma.

Brangus – A raça Brangus é originária do cruzamento do Angus com as raças zebu. Inicialmente, este cruzamento era realizado com a raça Brahman, por isso o nome Brangus, porém, atualmente o cruzamento mais conhecido é com a raça Nelore. Por ser um meio sangue angus, o brangus herda todas as características da raça originária, como a habilidade materna, a fertilidade, e a precocidade, além da rusticidade herdada da raça zebu.

“O Brangus é uma senhora de uma raça, só que não pura, é um cruzamento. Mesmo assim tem muito potencial, transmitindo todas as características que o Angus transmite. Ele também já tem um diferencial da raça pura, que é o cupim e os chifres, características que o Angus não tem.

Manejo – A raça Angus, por ser originária da Escócia, onde o clima é muito frio, tem que ter alguns cuidados especiais. Conforme Rodrigues, um dos maiores problemas da raça é quanto a sua susceptibilidade ao carrapato e moscas. “Em nossa região, os animais aqui produzidos, já são imunizados contra o carrapato na própria mãe”, explica.

Ainda segundo ele, animais da raça vindos do Rio Grande do Sul, por exemplo, não se desenvolvem, pois não há este tipo de imunização. “Aqui ele já nasce com as características do clima”, diz.

Na alimentação, o Angus também merece uma atenção diferente. Isso porque, se comparado ao zebu, um animal rústico, o angus não tem a mesma facilidade de adaptação a qualquer pasto. “Se você coloca o zebu num pasto que não tem pasto, ele vai sobreviver e se desenvolver da maneira dele. Se você coloca um angus num pasto que não tem pasto, por causa de sua genética, ele não se desenvolverá, pois ele precisa de uma condição melhor de pasto”, explica.

Dadas estas vantagens, a raça Angus transparece um alto custo para quem não conhece sua criação. Mas engana-se quem pensa assim. Conforme Rodrigues, o custo do gado puro (Puro de Origem), é sim um pouco mais alto, mas nada exorbitante. “Quando a gente cria o gado puro, ele tem um custo diferenciado. Porém, quando falamos de custo comercial, por exemplo, o meio sangue angus (cruzamento da raça angus com a raça zebu), é igual a outros bezerros de outras raças”, diz.

Crescimento – O relatório da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) que a Angus comercializou 1,452 milhão doses de sêmen, em 2009, liderando as raças européias (taurinas). O resultado representa incremento de 405 mil doses sobre o ano anterior (2008), alta de 38,68%. No período, o mercado nacional de corte obteve incremento de 18,35%. Somente no RS foram 190,72 mil doses de sêmen Angus comercializadas, o que representa 46% do mercado gaúcho.

Foram 1,26 milhão doses de sêmen Angus vendidas, especialmente no Brasil Central, nas regiões Centro-Oeste, Norte e em estados como São Paulo, o que mostra a grande utilização da Angus no gado zebuíno, através do cruzamento industrial.

O relatório da Asbia mostra também que a raça teve um crescimento de 362,27% nos últimos cinco anos. Para Rodrigues, ela deve continuar a ser uma das raças bovinas de maior crescimento, até em função da grande demanda e procura de mercado.

A raça Angus participa da Expô 2010, que ocorrerá de 08 a 18 de julho. O Leilão Genética Angus da Agropecuária HR acontecerá no dia 13 de julho.

Fonte: Ideale Comunicação

www.idealecomunicacao.com

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