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Expô Araçatuba: 52 anos

Cinquenta e duas edições: a Exposição Agropecuária de Araçatuba, que teve início com um pequeno concurso de bois, em 1959, completa em 2011, 52 anos de crescente sucesso. Com uma das melhores grades de shows e a participação dos maiores criadores de gado do país, atualmente, a Expô da “Capital do Boi Gordo” é considerada uma das melhores feiras agropecuárias realizadas no Brasil.

A idéia pioneira, certamente não imaginaria chegar a tal ponto. Conhecida nacionalmente, a Expô Araçatuba é referência tanto na parte de agronegócio, com julgamentos, leilões, shoppings e genética, como no entretenimento.

Nesta 52ª edição, 17 raças, entre bovinos, eqüinos e ovinos, participam com muitas novidades, como os pavilhões de genética, separados exclusivamente para exposição e comercialização de animais.

Como em todos os anos, a Expô dividiu-se em dois turnos. No primeiro, Nelore, Mangalarga Marchador e Quarto de Milha farão parte da paisagem do recinto de exposições. No segundo, Brahman, Angus, Gir/Leite, Leiteiras, Tabapuã, Mangalarga Paulista e Ovinos completarão os pavilhões da Expô.

Nove grandes leilões foram definidos para a grade deste ano e podem ser conferidos na tabela de leilões inserida neste informativo.

História

A história da Exposição Agropecuária de Araçatuba começou em parceria a Secretaria do Estado de Agricultura da Prefeitura de Araçatuba, quando foi criada pela Associação dos Invernistas e Criadores de Gado da Alta Noroeste (hoje SIRAN), presidida por Donald Wilfred Strang.

Nesta época (1959), criou-se um concurso de bois, muito simples, restrito aos criadores de gado e acontecia em apenas um pavilhão do recinto “Clibas de Almeida Prado”, mais conhecido na época como Fazenda do Estado. Nele, não existia energia elétrica, por isso o evento acontecia apenas durante o dia. Só em 1964, cinco anos após a primeira edição do concurso, a energia chegou ao local, providenciada pelo prefeito Sylvio José Venturolli, já com Orlindo Tedeschi à presidência do Siran.

Em 1966, um ano após o Siran ser reconhecido como órgão representativo das categorias econômicas de empregados rurais, o evento começou a se modernizar, trazendo rodeios e shows, para o público em geral. Nesta mesma época, o concurso ganhou novas categorias, como julgamentos de gado crioulo e cavalos. Nesse período, as forças políticas dos invernistas e criadores de gado ultrapassavam as fronteiras do município e mantinham ligações com a escala federal.

Foi nos anos 70 que a Exposição Agropecuária de Araçatuba começou a tomar projeção nacional, com a entrada de animais de sangue puro e com a chegada dos expositores à feira. Foram ampliadas as opções de lazer e a entrada para os shows começou a ser cobrada.

E assim a Expo caminhou até os anos 80, período de ascensão da feira, devido ao acréscimo da exposição de búfalos no evento, que foi a primeira de âmbito nacional. Mais de mil animais lotaram o recinto, incentivando a criação da bubalinocultura no Brasil. Com o desenvolvimento do evento, foi necessária a criação de vários outros pavilhões, que atendessem a demanda de animais expostos. Para isso, o Siran contou com a colaboração dos pecuaristas tradicionais de Araçatuba, que auxiliaram financeiramente as construções das novas instalações.

Com o crescimento do evento, o recinto de exposições “Clibas de Almeida Prado” já recebeu diversas reformas para atender a necessidade deste desenvolvimento. Em 1994, o Estado cedeu o espaço para o Siran, que passou a se responsabilizar pelo recinto da Expô. Com isso, em 2002, a entidade investiu R$ 600 mil, de recursos próprios para a construção de um novo curral, para ampliar a capacidade de alocação de animais para leilões.

Em 2006, em parceria com a Safra Eventos, foram investidos R$ 600 mil em uma nova reforma do recinto, para que fosse realizada a 4ª Feicana/Feibio. O custo envolveu asfaltamento do recinto, reestruturação da parte elétrica, cabiamento de internet e construção de novos banheiros.

No ano de 2008, mais R$ 700 mil foram investidos, para recapeamento de ruas, restauração de calçadas, muros e alambrados danificados, além da reforma do “Centro de Eventos Agropecuários”, com capacidade para 200 lugares.

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